" Terra Ideal, Berço do Amor " Bananal completa 185 anos
05/07/2017 - 9h58 em Novidades

Bananal completa 185 anos em 10 de julho. Leia um pouco da cidade:

Bananal fica no extremo leste do Estado de São Paulo, a 160 km do Rio de Janeiro e a 310 km de São Paulo. Se você quiser passar pelas demais cidades “do fundo do vale”, Areias e São José do Barreiro, saia da Via Dutra na altura de Queluz (a a última cidade paulista antes da divisa com o Estado do Rio de Janeiro). São apenas 70 km, mas dificilmente o trajeto é feito em menos de 1h30, pois a estrada, embora asfaltada, está em más condições em razão do constante tráfego de caminhões pesadíssimos das madeireiras que atuam na região. (Aliás, é notória a indignação dos moradores com a ação dessas companhias, que criam poucos empregos e prejudicam o transporte e o turismo). Outra opção é sair da Via Dutra em Barra Mansa (RJ) e seguir em direção a Bananal. O trecho em estrada vicinal é bem mais curto e o asfalto está melhor.

Quem chega a Bananal (Estado de São Paulo, próximo à divisa com o Estado do Rio de Janeiro) volta no tempo, entrando no mundo das “Cidades Mortas” evocadas por Monteiro Lobato, onde, nos tempos de glória, o Império ia buscar, junto aos barões do café, aval para seus polpudos empréstimos aos bancos ingleses.

O café se dera relativamente bem no Rio de Janeiro e era plantado na Baixada Fluminense utilizando técnicas agrícolas predatórias que esgotavam o solo. A constante necessidade de novas terras levou à subida do planalto, rumando para o sul, à procura de áreas virgens. Assim, as plantações que chegaram a Bananal (e também às suas vizinhas São José do Barreiro e Areias), durante algumas décadas, criaram muita riqueza. Quando as terras começaram a se esgotar, a fronteira agrícola foi avançando em direção ao interior paulista.

Bananal nasceu de uma capelinha erguida em 1783, mas consolidou-se como município em 1832. Durante o ciclo do café, tornou-se, por volta da metade do século XIX, a maior produtora brasileira do chamado “ouro negro”; a região era responsável por aproximadamente 50% de toda a produção nacional! A zona rural da cidade foi ocupada por fazendas com belíssimas “casas grandes”, decoradas por seus abastados proprietários com móveis franceses, tapeçarias belgas, pratarias, mármores, lustres de cristal e finas louças trazidas da Europa. A riqueza do café pagava tudo: Bananal chegou a cunhar sua própria moeda.

Com o dinheiro correndo solto, o centro da cidade encheu-se de lindos casarões de até três andares. Felizmente, para a sorte da memória histórica brasileira – e talvez por milagre – boa parte deles resistiu ao tempo. Construídos junto à rua, conservam, à moda da época, o branco nas paredes e cores fortes nas portas e janelas. As treliças nas janelas permitiam aos moradores observar a rua sem serem vistos pelos passantes. O curioso adorno em forma de abacaxi que se vê em suas fachadas simbolizava prosperidade.

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